Por
Justin Wong
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Voz Ativa vs Voz Passiva: Definições e Quando Usar Cada Uma

Já recebeu comentários como “torne isso mais claro” ou “muito prolixo”? Muitas vezes o culpado é a voz, seja você escrevendo “Eu quebrei o vaso” ou “O vaso foi quebrado por mim.” Mesmo fato, impacto diferente.
Este guia explica o que são a voz ativa e a voz passiva, quando cada uma ajuda e como alternar entre elas rapidamente. Você terá testes rápidos, exemplos reais e ajustes simples para trabalhos, e-mails e textos criativos — e, se você também estiver tentando enxugar as frases, veja nossas dicas para reduzir a redundância na escrita acadêmica.
<ProTip title="🧠 Insight Rápido:" description="A voz ativa muitas vezes deixa sua ideia mais precisa e fácil de acompanhar, mas a voz passiva também tem seu lugar. Saber quando usar cada uma é metade da batalha." />
O que é Voz Ativa?
A voz ativa é a melhor amiga da sua escrita quando o assunto é clareza e engajamento. Quando você usa a voz ativa, o sujeito da frase realiza a ação diretamente. Sem confusão, sem palavras extras, apenas comunicação direta. É como ter uma conversa em que todos sabem exatamente quem está fazendo o quê.
A maioria dos especialistas em escrita recomenda a voz ativa como escolha padrão porque ela cria frases mais fortes e mais fáceis de ler. Seus leitores acompanham tudo sem esforço, e suas ideias chegam com o máximo de impacto.
A voz ativa ocorre quando o sujeito de uma frase realiza a ação expressa pelo verbo. A estrutura segue um padrão claro: quem age sobre quem recebe a ação.
A fórmula da voz ativa é lindamente simples: Sujeito → Verbo → Objeto. Vamos ver isso em ação:
<BulletList items="O estudante entregou a tarefa. (O estudante realiza a ação de entregar)|Sarah projetou o site. (Sarah realiza a ação de projetar)|A equipe venceu o campeonato. (A equipe realiza a ação de vencer)" />
Observe como cada frase informa imediatamente quem é responsável pela ação. Não há mistério sobre o agente; o sujeito ocupa o centro do palco e conduz a frase adiante.
<ProTip title="🗣️ Dica Pro:" description="Leia suas frases em voz alta. Se soarem naturais e conversacionais, você provavelmente está usando a voz ativa com eficácia." />
O que é Voz Passiva?
A voz passiva inverte a lógica ao fazer o receptor da ação se tornar o sujeito da frase. Embora muitas vezes seja rotulada como escrita "fraca" ou "ruim", a voz passiva na verdade atende a propósitos importantes em contextos específicos. O segredo é saber quando e por que usá-la estrategicamente.
Pense na voz passiva como um holofote que desloca o foco de quem faz a ação para a própria ação.
A voz passiva ocorre quando o sujeito de uma frase recebe a ação em vez de realizá-la. A ênfase recai sobre o que aconteceu, e não sobre quem fez acontecer.
A voz passiva segue este padrão: Objeto → verbo "ser/estar" + particípio passado → (por Sujeito). Veja como funciona:
<BulletList items="A tarefa foi entregue pelo estudante.|O site foi projetado por Sarah.|O campeonato foi vencido pela equipe." />
Observe que você muitas vezes pode omitir completamente a expressão "por": "A tarefa foi entregue" ou "O site foi projetado." Essa omissão é, na verdade, uma das vantagens estratégicas da voz passiva em certos contextos.
Voz Ativa vs. Voz Passiva: Principais Diferenças
Entender as diferenças centrais ajuda você a escolher a voz certa para seus objetivos específicos de escrita:
Voz Ativa | Voz Passiva |
O sujeito realiza a ação | O sujeito recebe a ação |
Direta e concisa | Tom mais formal |
Responsabilidade clara | Foco na ação/resultado |
Geralmente mais fácil de ler | Pode soar mais objetiva |
Frases mais curtas | Frequentemente frases mais longas |
Voz Ativa: O que Ela Faz
A voz ativa coloca o sujeito em primeiro plano e mantém as frases enxutas. Ela diz aos leitores quem fez o quê, rapidamente. “O comitê aprovou a proposta.” Essa clareza é o motivo de ela funcionar tão bem em blogs, relatórios e textos persuasivos.
Voz Passiva: Quando Faz Sentido
A voz passiva desloca a atenção para a ação ou o resultado, e não para quem a fez. Ela pode soar mais formal ou objetiva, o que é útil em artigos científicos ou quando o agente é desconhecido. “A proposta foi aprovada pelo comitê.” O fato importa mais do que quem o fez.
Maneira Rápida de Escolher
Pergunte a si mesmo:
“Os leitores precisam saber quem realizou a ação?”
Se sim, use a ativa. Se não, ou se quiser destacar o resultado, a passiva serve.
Como Converter a Voz
Dominar a conversão de voz é como ter um canivete suíço para a edição. Quer você esteja revisando para ganhar clareza ou se adaptando a exigências acadêmicas, saber alternar entre vozes dá a você uma flexibilidade incrível como escritor.
Da Ativa para a Passiva
Converter a ativa para a passiva envolve três passos claros:
Mova o objeto para a posição de sujeito
Adicione a forma correta de "ser/estar" + particípio passado
Adicione "por" + sujeito original (opcional)
Vamos praticar: “O chef preparou a refeição” torna-se “A refeição foi preparada pelo chef.”
Aqui está a transformação em ação:
<BulletList items=Objeto original a refeição → Novo sujeito|Verbo cooked → foi preparado (ser/estar + particípio passado)|Sujeito original o chef → pelo chef />
Da Passiva para a Ativa
Reverter o processo devolve energia às suas frases:
Identifique quem realmente realiza a ação
Faça desse agente o novo sujeito
Converta o verbo de volta para a forma ativa
Exemplo: “O experimento foi conduzido por pesquisadores” torna-se “Pesquisadores conduziram o experimento.”
Essa conversão muitas vezes corta palavras desnecessárias e esclarece a responsabilidade, exatamente o que os leitores valorizam.
<ProTip title="🧠 Dica Pro:" description="Ao mudar para a voz ativa, pergunte a si mesmo quem ou o que realmente está fazendo a ação. Isso geralmente revela o melhor sujeito." />
Quando Usar Cada Voz
A escolha estratégica da voz pode determinar o sucesso ou fracasso da eficácia da sua escrita. Pense nisso como escolher a ferramenta certa para cada tarefa de escrita.
Quando Usar a Voz Ativa
A voz ativa brilha quando você quer clareza, engajamento e objetividade direta. Use-a para:
<BulletList items="Ensaios e posts de blog em que você quer se conectar com os leitores|Relatórios empresariais em que a responsabilização importa|Instruções e procedimentos em que a clareza é essencial|Textos persuasivos em que você precisa construir confiança" />
Exemplo: “Você pode melhorar sua escrita praticando essas técnicas diariamente.”
Quando Usar a Voz Passiva
A voz passiva funciona melhor quando a ação importa mais do que quem a executa:
<BulletList items="Quando o agente é desconhecido: A janela foi quebrada durante a tempestade.|Quando o agente é irrelevante: Os votos serão contados esta noite.|Para uma linguagem diplomática: Foram cometidos erros (em vez de atribuir culpa)|Na escrita científica: A solução foi aquecida a 100°C." />
Exemplo: “Os dados foram coletados ao longo de seis meses” (foca no processo, e não nos pesquisadores).
Voz Ativa e Voz Passiva na Escrita Acadêmica
Por que a Passiva Dominou
A escrita acadêmica por muito tempo favoreceu a voz passiva para soar objetiva e focar nos resultados, e não nos pesquisadores. Você verá linhas como “Foi determinado que…” em vez de “Nós determinamos que…”
A Mudança em Direção à Ativa
Muitos guias de estilo agora incentivam a voz ativa quando a clareza não for prejudicada, inclusive quando é apropriado usar pronomes de primeira pessoa na escrita acadêmica. Os leitores processam “Nós analisamos as amostras” mais rápido do que “As amostras foram analisadas.” É direto e mais fácil de escanear.
Misture-as de Propósito
Pergunte: “Os leitores precisam saber quem fez isso, ou apenas o que aconteceu?”
Use a ativa para afirmações e argumentos claros. Recorra à passiva quando o agente é desconhecido, irrelevante ou quando você quer destacar o processo ou o resultado.
<ProTip title="✍️ Dica Pro:" description="A voz passiva nem sempre está errada. Use-a quando o agente for desconhecido, irrelevante ou óbvio pelo contexto." />
Dominando a Escolha da Voz na Sua Escrita
Tanto a voz ativa quanto a passiva têm lugar em uma escrita forte. O segredo é saber quando usar cada uma para clareza, tom ou foco, especialmente no trabalho acadêmico, e usar uma ferramenta de expansão de parágrafos pode ajudar você a lapidar e fortalecer frases enquanto revisa.
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Com a Jenni, você pode identificar mudanças de voz enquanto escreve e ajustá-las na hora. É uma maneira útil de manter o texto polido sem perder a clareza e o propósito da sua mensagem.
